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Novas regras elevam tempo de bola rolando no Brasileirão para 55min29s, diz CBF

O tempo de bola rolando no Campeonato Brasileiro aumentou após a adoção de um novo pacote de regras de arbitragem. Segundo balanço divulgado pela CBF em 17 de agosto de 2026, a média passou de 52min54s para 55min29s na Série A. O levantamento considerou os nove primeiros jogos da 23ª rodada, disputados em 15 e 16 de agosto.

A diferença representa um ganho de 2min35s de bola em jogo no recorte inicial. O resultado foi registrado logo após a implementação das medidas aprovadas pela CBF e pelos clubes em 10 de agosto. A aplicação começou nas Séries A e B, na Copa do Brasil masculina e feminina e no Brasileirão Feminino A1.

O número divulgado pela entidade ainda não permite concluir se o patamar será mantido durante toda a competição. A média foi calculada a partir de uma rodada específica, e o comportamento de jogadores, equipes e arbitragem pode variar ao longo das partidas. Mesmo assim, o primeiro balanço indica impacto imediato das mudanças na dinâmica do futebol brasileiro.

Quais regras mudaram no Brasileirão

O pacote tem como principal objetivo reduzir a chamada “cera”, expressão usada para descrever atrasos deliberados em reposições de bola, substituições, atendimentos médicos e outras interrupções. Entre as novas orientações está a contagem de cinco segundos para cobranças de lateral e tiros de meta quando houver demora na execução.

As substituições também passaram a ter um limite mais claro. O jogador que deixa o campo deve sair em até dez segundos. A medida busca evitar que a troca seja utilizada para consumir tempo nos minutos finais ou em momentos de pressão para uma das equipes.

Outra alteração envolve os atendimentos médicos. Quando um atleta receber assistência dentro do campo, ele deverá permanecer fora por pelo menos um minuto antes de retornar, salvo situações específicas previstas no protocolo. A regra pretende impedir que atendimentos sejam usados como interrupções breves, com retorno imediato ao jogo.

De acordo com a ge, as alterações foram desenhadas para atingir situações recorrentes do futebol, sem depender exclusivamente da tecnologia. A arbitragem passa a ter protocolos mais objetivos para controlar o tempo, enquanto atletas e clubes precisam adaptar seus comportamentos às novas exigências.

Como o VAR participa das mudanças

O novo conjunto de procedimentos também amplia a atuação do árbitro de vídeo em uma situação disciplinar específica. O VAR poderá auxiliar na correção de um segundo cartão amarelo aplicado de forma equivocada quando a decisão resultar em expulsão. A possibilidade está relacionada ao impacto direto que o erro teria sobre a continuidade da partida.

A revisão de escanteios concedidos por engano, por sua vez, está prevista para ser ampliada a partir de 2027. A mudança não faz parte do resultado inicial apresentado para a 23ª rodada, mas integra o processo de aperfeiçoamento dos protocolos de arbitragem discutido pela entidade e pelos clubes.

O uso do VAR, portanto, não explica sozinho o aumento do tempo de bola rolando. A tecnologia atua em momentos determinados, enquanto boa parte do ganho depende da redução de atrasos em reposições, substituições e atendimentos. A combinação entre decisões mais rápidas, fiscalização dos protocolos e comportamento dos jogadores é o que pode produzir efeito mais amplo sobre a duração efetiva dos jogos.

CBF estima potencial de ganho superior a seis minutos

Antes da adoção das regras, a CBF apresentou um estudo com estimativa de ganho potencial superior a seis minutos por partida em diferentes situações. O cálculo considerou interrupções provocadas por faltas, reposições, atendimentos médicos e checagens do VAR. A expectativa da entidade é recuperar parte desse período sem alterar a duração oficial dos jogos.

O primeiro levantamento ficou abaixo desse potencial estimado, mas apontou crescimento relevante na média de bola em jogo. A comparação entre 52min54s e 55min29s mostra que as medidas já tiveram reflexo mensurável nos nove jogos analisados, embora ainda seja necessário acompanhar outras rodadas para avaliar a consistência do resultado.

Para torcedores, atletas e treinadores, as mudanças alteram situações comuns do Campeonato Brasileiro. Reposições demoradas, saídas lentas em substituições e retornos imediatos após atendimento passam a ser observados com maior rigor. A intenção é tornar as partidas mais dinâmicas e reduzir o tempo em que a bola permanece fora de jogo.

O desafio da CBF será manter a aplicação uniforme das regras ao longo da temporada. O efeito definitivo dependerá da atuação das equipes de arbitragem, da adaptação dos clubes e da capacidade de os protocolos serem seguidos em diferentes estádios e contextos de partida. Por enquanto, o balanço da primeira rodada indica avanço, mas não encerra a avaliação sobre o impacto das novas normas no Brasileirão.

Fontes utilizadas

CBF: balanço sobre o tempo médio de bola rolando na Série A.

CBF: aprovação e detalhes do pacote de novas regras.

ge: explicação sobre os protocolos e os impactos esperados.

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