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Da ideia ao produto final: O processo que uso em cada projeto de identidade visual

Como destaca Dalmi Fernandes Defanti Junior, fundador da Gráfica Print, criar uma identidade visual é muito mais do que desenhar um logotipo bonito. É construir um sistema coerente de linguagem visual que traduz a essência de uma marca em formas, cores, tipografias e padrões capazes de comunicar sem precisar de palavras. Mas como esse processo acontece na prática? Quais são as etapas que transformam uma conversa inicial com o cliente em um manual de marca completo e funcional? 

Se você é designer, empreendedor ou está pensando em contratar esse tipo de serviço, entender esse processo vai transformar a forma como você enxerga o valor de uma identidade visual bem construída.

Como o projeto começa antes de qualquer traço ser desenhado?

Segundo Dalmi Fernandes Defanti Junior, a etapa mais importante de qualquer projeto de identidade visual não acontece no computador. Ela acontece na escuta. O briefing aprofundado é o alicerce sobre o qual toda a criação será erguida, e negligenciá-lo é o erro mais comum tanto de designers iniciantes quanto de agências que operam no piloto automático. Nessa fase, o objetivo é entender não apenas o que o cliente faz, mas por que faz, para quem faz e como quer ser percebido pelo mercado.

As perguntas certas nesse momento são aquelas que revelam o posicionamento estratégico da marca: quais são seus valores inegociáveis, quem são seus concorrentes diretos, qual é o perfil do público que ela deseja atrair e quais referências visuais inspiram ou repelem o cliente. Esse repertório de informações cria o que chamo de território de marca, um conjunto de atributos que vai guiar todas as decisões criativas seguintes, evitando que o processo se torne uma escolha subjetiva baseada apenas em gosto pessoal.

Após o briefing, é realizada uma fase de imersão no mercado do cliente, com análise da comunicação visual dos principais concorrentes, identificação dos padrões estéticos do setor e mapeamento de oportunidades de diferenciação. Tal como elucida Dalmi Fernandes Defanti Junior, esse trabalho de análise competitiva é o que garante que a identidade criada não seja apenas bonita, mas também estratégica e verdadeiramente distinta dentro do contexto em que a marca irá atuar.

Dalmi Fernandes Defanti Junior
Dalmi Fernandes Defanti Junior

De que forma as decisões criativas são tomadas ao longo do processo?

Com o território de marca definido, inicia-se a fase de exploração conceitual. Nesse momento, o processo acontece de forma deliberadamente analógica, com o uso de cadernos, esboços rápidos, mapas mentais e referências visuais organizadas em painéis semânticos. Essa etapa permite explorar o maior número possível de direções criativas antes da seleção das alternativas mais promissoras para o desenvolvimento digital. Trabalhar manualmente nesse estágio evita o engessamento precoce que costuma ocorrer quando o processo começa diretamente no software.

A partir dos esboços mais consistentes, geralmente são desenvolvidas duas ou três direções conceituais distintas, cada uma com uma lógica visual própria. Conforme Dalmi Fernandes Defanti Junior, o objetivo não é apresentar apenas variações de um mesmo logotipo, mas construir perspectivas genuinamente diferentes sobre como a marca pode se comunicar visualmente. Cada direção é acompanhada de uma justificativa conceitual que conecta as escolhas formais ao posicionamento estratégico definido no briefing.

O que transforma um logotipo em um sistema completo de identidade?

Um logotipo é apenas o ponto de partida. A identidade visual completa corresponde ao conjunto de elementos que garantem consistência na comunicação da marca em todos os pontos de contato com o público, sejam digitais ou físicos. Isso inclui a definição de uma paleta de cores com especificações precisas para diferentes mídias, um sistema tipográfico com hierarquia bem estruturada, elementos gráficos de apoio, padrões fotográficos e regras de aplicação em diferentes fundos e formatos.

Durante a fase de expansão do sistema, cada elemento é testado em aplicações reais, como cartões de visita, papelaria institucional, assinaturas de e-mail, perfis em redes sociais e embalagens, quando aplicável. De acordo com o especialista em assuntos gráficos, Dalmi Fernandes Defanti Junior, esses testes revelam inconsistências que muitas vezes não são perceptíveis na tela quando os elementos são analisados isoladamente. Uma cor que funciona perfeitamente no ambiente digital, por exemplo, pode apresentar um comportamento completamente diferente ao ser impressa em determinados substratos, e antecipar esse tipo de problema faz parte da responsabilidade estratégica do designer.

A entrega final inclui o manual de identidade visual, documento que reúne todas as especificações técnicas e diretrizes para o uso correto da marca. Esse material é o que garante a integridade da identidade ao longo do tempo, mesmo quando aplicada por profissionais que não participaram diretamente do processo de criação. Uma identidade visual bem documentada, torna-se um ativo estratégico que ultrapassa o valor do investimento inicial realizado no projeto.

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Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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