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Prevenção de quedas em idosos: Estratégias que protegem a autonomia na terceira idade

O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria e fundador do projeto social Humaniza Sertão, dedica parte significativa de seu trabalho a alertar sobre um risco silencioso que muitos subestimam: uma simples queda dentro de casa pode representar o ponto de virada na vida de uma pessoa idosa, transformando independência em dependência em questão de segundos. Esse perigo, presente na rotina de tantas famílias, ocupa lugar central em suas preocupações e orienta boa parte de sua atuação voltada à prevenção.

Leia mais a seguir e compreenda como prevenir e por que existe tanto perigo nessas quedas!

Por que as quedas representam tamanho perigo após os sessenta anos?

De acordo com Yuri Silva Portela, com o avanço da idade, os ossos perdem densidade e os músculos diminuem de volume, tornando o corpo mais suscetível a fraturas diante de impactos que antes seriam inofensivos. Uma fratura de quadril, por exemplo, frequentemente desencadeia uma cascata de complicações, incluindo perda de mobilidade prolongada, infecções e até quadros depressivos decorrentes do confinamento. O que parece um acidente banal pode comprometer anos de qualidade de vida construída.

Além das consequências físicas, há um peso psicológico considerável. Muitos idosos que sofrem uma queda desenvolvem medo intenso de cair novamente, o que os leva a restringir movimentos e atividades antes habituais. Esse receio, embora compreensível, acelera a perda de força e equilíbrio, criando um ciclo perverso em que o medo gera fragilidade e a fragilidade alimenta novos episódios. Com o tempo, esse comportamento pode resultar em isolamento social, redução da confiança para realizar tarefas simples e diminuição da qualidade de vida. Por isso, o apoio familiar e o acompanhamento profissional são fundamentais para restaurar a segurança e incentivar a retomada gradual das atividades cotidianas.

Quais adaptações tornam o ambiente doméstico mais seguro?

A residência, paradoxalmente, concentra a maior parte dos acidentes envolvendo a população idosa. Tapetes soltos, pisos escorregadios, iluminação deficiente e ausência de apoios nos banheiros figuram entre os vilões mais comuns. Pequenas intervenções, como instalar barras de segurança, eliminar obstáculos nos corredores e reforçar a iluminação noturna, reduzem drasticamente as chances de tropeços e escorregões. Além disso, o doutor Yuri Silva Portela, pós–graduado em geriatria, expõe que a manutenção periódica desses ambientes ajuda a identificar riscos antes que eles resultem em situações mais graves.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Como destaca Yuri Silva Portela, o calçado adequado também merece atenção dentro dessa lógica preventiva. Chinelos frouxos e solas gastas comprometem a estabilidade, enquanto sapatos firmes e antiderrapantes oferecem suporte confiável. Organizar móveis de modo a liberar caminhos amplos completa esse conjunto de medidas simples, porém extremamente eficazes na proteção do dia a dia. Essas precauções favorecem a mobilidade segura e contribuem para preservar a autonomia dos idosos por mais tempo.

Iniciativas educativas conduzidas no âmbito do Humaniza Sertão demonstram que orientar famílias sobre esses ajustes gera impacto imediato. Em comunidades com recursos limitados, soluções de baixo custo provam que segurança não depende necessariamente de grandes investimentos, mas sim de conhecimento aplicado com bom senso e atenção aos detalhes do cotidiano. A conscientização sobre prevenção fortalece a participação familiar e cria ambientes mais acolhedores e preparados para o envelhecimento saudável.

Como o acompanhamento profissional reduz os riscos de acidente?

A avaliação geriátrica periódica permite identificar fatores individuais que aumentam a probabilidade de quedas, como alterações na visão, efeitos colaterais de medicamentos e problemas de equilíbrio ainda incipientes. Detectar essas questões precocemente abre espaço para intervenções direcionadas, ajustando tratamentos e prescrevendo exercícios específicos que fortalecem a musculatura responsável pela estabilidade corporal.

O trabalho desenvolvido pelo doutor Yuri Silva Portela evidencia que a fisioterapia preventiva e os programas de fortalecimento muscular figuram entre as ferramentas mais poderosas nesse cenário. Atividades supervisionadas, adaptadas à condição de cada paciente, devolvem confiança e capacidade funcional, rompendo o ciclo de medo e imobilidade que tanto compromete a terceira idade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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