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Flacidez abdominal após gestação sem grande ganho de peso: Por que o corpo pode não retornar ao padrão anterior

Haeckel Cabral Moraes analisa a flacidez abdominal após a gestação como um fenômeno que ultrapassa a simples variação numérica na balança. Mesmo quando o ganho de peso foi discreto e houve retorno ao peso habitual, o abdômen pode não readquirir o contorno anterior. Isso ocorre porque a gravidez provoca adaptações profundas na musculatura e na pele, que nem sempre retornam completamente ao estado prévio, ainda que hábitos saudáveis sejam mantidos no pós-parto. O corpo se reorganiza para sustentar uma nova fase da vida, e parte dessas transformações deixa marcas estruturais que não dependem exclusivamente de disciplina ou controle alimentar.

Diástase abdominal e alteração da parede muscular

Durante a gestação, a musculatura abdominal se afasta para acomodar o crescimento uterino. Em parte das pacientes, essa separação, chamada diástase, não se fecha totalmente após o parto. Como consequência, pode surgir abaulamento central, perda de firmeza e dificuldade em manter o abdômen plano mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. A sensação de fraqueza na região abdominal também pode estar associada a essa alteração estrutural.

Haeckel Cabral Moraes esclarece que a diástase não depende exclusivamente de grande ganho de peso. A qualidade do tecido conjuntivo, o número de gestações e fatores genéticos influenciam diretamente o grau de afastamento muscular. Além disso, a intensidade e a duração da distensão abdominal ao longo da gravidez interferem na recuperação da parede muscular, o que explica por que mulheres com histórico semelhante podem evoluir de forma diferente. 

Elasticidade da pele e capacidade de retração

A pele também sofre distensão significativa durante a gravidez. Ainda que o ganho ponderal seja moderado, o estiramento contínuo pode comprometer a elasticidade e reduzir a capacidade de retração no pós-parto. Quando essa retração não ocorre de maneira eficiente, surgem sobras cutâneas e aspecto de flacidez, especialmente na região inferior do abdômen, onde a tensão costuma ser maior.

Haeckel Cabral Moraes explica que alterações teciduais da gestação influenciam o retorno ao padrão corporal anterior.
Haeckel Cabral Moraes explica que alterações teciduais da gestação influenciam o retorno ao padrão corporal anterior.

Na avaliação de Haeckel Cabral Moraes, é comum que a flacidez de pele seja confundida com gordura localizada. Entretanto, a análise clínica permite diferenciar excesso adiposo de perda de sustentação cutânea por meio da observação da espessura do tecido e da mobilidade da pele. Essa distinção é fundamental para orientar condutas adequadas, evitando frustrações decorrentes de tentativas exclusivamente baseadas em dieta ou exercício quando o problema principal está na estrutura da pele e na sua capacidade limitada de retração.

Quando a cirurgia passa a ser considerada

A cirurgia é considerada quando a combinação de diástase e excesso de pele compromete o contorno abdominal ou causa desconforto funcional. Em determinados casos, pode haver dificuldade para vestir roupas ajustadas, irritação na dobra inferior do abdômen ou sensação persistente de distensão. A abdominoplastia possibilita a correção do afastamento muscular e a retirada da pele excedente, promovendo reorganização mais firme da parede abdominal e melhora do perfil corporal.

Haeckel Cabral Moraes percebe  que a indicação deve se apoiar em exame físico detalhado e análise cuidadosa das expectativas da paciente. Procedimentos menos extensos podem atender quadros localizados, enquanto alterações mais amplas demandam abordagem completa, com reforço da musculatura e ajuste global do contorno. A estabilidade do peso e o encerramento do planejamento reprodutivo também costumam ser considerados nesse momento decisório.

Expectativas realistas e planejamento individualizado

Recuperar o contorno não significa reproduzir exatamente o corpo pré-gestacional. O objetivo é restaurar firmeza e proporção, respeitando as transformações naturais associadas à maternidade e à própria passagem do tempo. Resultados equilibrados costumam ser mais satisfatórios quando estão alinhados à anatomia disponível e ao estágio de vida da paciente.

Haeckel Cabral Moraes reforça que compreender as mudanças estruturais ajuda a tornar a decisão mais consciente e segura. Quando se entende que peso estável não equivale necessariamente à estrutura preservada, a escolha entre tratamento conservador e cirurgia passa a ser feita com base técnica e não apenas emocional. Assim, técnica, expectativa e realidade biológica caminham juntas, favorecendo resultados consistentes, previsíveis e compatíveis com a individualidade de cada paciente.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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